Estados anunciam que não irão seguir novas diretrizes sobre serviços essenciais durante pandemia

Estados anunciam que não irão seguir novas diretrizes sobre serviços essenciais durante pandemia

Estados anunciam que não irão seguir novas diretrizes sobre serviços essenciais durante pandemia

Governos de 12 estados e do Distrito Federal (DF) se posicionaram contra a inclusão das atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de "serviços essenciais", conforme decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado em edição extra do "Diário Oficial da União".

Em todos estes 12 estados e no Distrito Federal, as três atividades já estavam fechadas — e assim permanecerão.

Além desses 12 estados e do DF, no Rio Grande do Norte, salões e barbearias já estavam em funcionamento — a governadora do estado, entretanto, afirmou que não abrirá academias de esporte.

Em Santa Catarina, as três atividades já estavam liberadas por determinação do governo do estado.

G1 procurou os governos dos demais estados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Afirmaram que não irão seguir as novas diretrizes:

 

  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Distrito Federal
  • Goiás
  • Pará
  • Paraíba
  • Paraná
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Sergipe

 

Bolsonaro incluiu, nesta segunda-feira (11), as atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de "serviços essenciais". Isso significa que, no entendimento do governo federal, as atividades podem ser mantidas mesmo durante a pandemia do coronavírus. Com essa inclusão, o número de atividades consideradas essenciais chegou a 57.

A medida surpreendeu o ministro da saúde, Nelson Teich, que foi informado sobre o assunto enquanto concedia entrevista coletiva.

“O que eu acho hoje é o seguinte: se você criar um fluxo que impeça que as pessoas se contaminem, e se você criar condições e pré-requisitos para que você não exponha as pessoas ao risco de contaminação, você pode trabalhar retorno de alguma coisa. Agora, tratar isso como essencial é um passo inicial, que foi uma decisão do presidente, que ele decidiu isso aí. Saiu hoje isso? Decisão de?", disse Teich.

"A decisão de atividades essenciais é uma coisa definida pelo Ministério da Economia. E o que eu realmente acredito é que qualquer decisão que envolva a definição como essencial ou não, ela passa pela tua capacidade de fazer isso de uma forma que proteja as pessoas. Só para deixar claro que isso é uma decisão do Ministério da Economia. Não é nossa”, completou o ministro.