Brasil: cidades sofrem com superlotação dos hospitais

São Paulo e Amazonas são distantes, mas estão próximas por um motivo triste: a pandemia.

Brasil: cidades sofrem com superlotação dos hospitais
superlotação em SP/ Fonte: msn

Milhares de quilômetros separam São Paulo, o centro econômico do país, de Manaus, no coração da Amazônia, mas a pandemia de covid-19 traz uma triste semelhança entre as cidades: a superlotação no sistema de saúde. 

Em São Paulo, cidade com mais casos confirmados da doença no país, a unidade de tratamento intensivo dos hospitais estão com capacidade máxima e as equipes médicas trabalham de maneira incansável.

Só surge um leito quando tem alta ou quando tem um óbito. Tendo assim 100% de ocupação, porque para cada alta há 100 solicitações", afirma o Dr. Jaques Sztajnbok, chefe da UTI

"É incomparável com tudo que eu tenha vivido até hoje como infectologista de base. Eu já vi pacientes com todas as doenças pulmonares possíveis, sistémicas possíveis e, não se compara com nada que eu vi até agora. É um capítulo novo da medicina e nós estamos tendo que escrever na raça do dia a dia e, sem sabe qual será a próxima fase", afirma Dr. Fernanda Gulinelli, médica infectologista.

De acordo com o último boletim da prefeitura, divulgado no dia 21 de abril, São Paulo tem mais de 11 mil casos confirmados de covid-19 e mais de 900 mortes.

No Amazonas, o sistema de saúde se aproxima rapidamente do colapso. O número de infectados com o novo coronavírus cresce a cada dia e os hospitais já não dão conta dos pacientes com covid-19 ou com outras doenças.

"Ainda não apareceu uma pessoa para dar satisfação, uma resposta pra retirada da minha avó para seputarmos. Ela não morreu de covid-19, precissamos fazer um sepultamento digno", afirma Rita Helena Alencar, que espera do lado de fora do Hospital  Delphina Rinaldi Abdel Aziz em Manaus.

De acordo com autoridades locais, 163 mortes e 1809 contágios foram registrados em Manaus até a noite de terça-feira (21).

No total, o Brasil ultrapassou 43 mil casos e 2700 mortes pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde espera que o país alcance a mais difícil fase do contágio em maio.